domingo, 24 de abril de 2011

Visita a Inhotim

Para quem foi pela primeira vez a Inhotim,tal como eu,acredito que deva ter sido uma experiência maravilhosa e ao mesmo tempo impactante.Lá,o convencional é não ser convencional,as obras em sua independência são responsáveis por criar todo o arranjo do local,seja em suas galeria,seja ao "ar livre".
Acredito que foi uma experiência muito rica,tendo em vista que pude perceber com maior clareza os objetivos da disciplica de projeto, dentre eles o de trabalhar no nível da abstração, do qual Cabral muito fala.Achei "engraçado"a maneira de como o noonsense interage com o nosso cérebro,sempre ávido por interpretações, criando sensações indiscritíveis e únicas.
Das obras mais marcantes que visitei, gostaria de destacar a de Janet Cardiff (que trabalha com as caixas de sons)e um "telescópio-espelho", que tomo a liberdade de postar uma foto sua:




Já o meu grupo visitou a galeria do artista Miguel do Rio Branco.
Seu prédio foi construído para abrigar as obras do autor de maneira permanente.Camila,nossa colega, chamou-nos a atenção para a maneira de como o edifício se configura no espaço no qual está se inserindo: no meio da vegetação, uma "nave espacial"oxidada se destaca.Ao chegarmos,logo nos dão instrução de como seguir nosso caminho,de maneira lógica,sem termos que necessariamente pensarmos nos nossos atos. O prédio contitui-se de dois pavimentos,no qual o de baixo apresenta uma coletânea de fotos que retratam a vida de pessoas que vivem à margem da sociedade no Pelourinho de maneira chocante.Discutimos e chegamos à conclusão de que algumas coisas atrapalharam na análise da obra,como a reflexão da luz nos vidros das molduras das fotos e a acústica da sala,que transforma um mero susurro em um quase grito.
Ja no segundo pavimento, a obra que mais me chamou a atenção foi "Diálogos com Amaú",que retrata a agonia de um índio que era surdo-mudo e portanto era um "peso"para sua tribo.Ela é constituída por projetores que intercalam diversas imagens dessa tribo,associada à mumurros e sons que criam essa atmosfera agoniate,muito reforçada pela (não) iluminação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário