Como proposto pelos professores de projeto,os grupos da intervenção em Bichinho tiveram que realizar uma ocupação do espaço local (leia-se arquitetura) com o corpo,através de movimentos sutis, de forma a chamar a atenção da população da "cidade" sobre um determinado espaço que passa despercebido em seu dia-a-dia.
Nosso grupo(Nara,Marina,Mariana,Camila,Leo,Sara e eu) discutiu e achamos que o pedaço englobado pelo bar do Mauro - embora muito "badalado" nos fins de semana - figurava como um mero caminho a ser percorrido pelos moradores. Partindo deste princípio, buscamos em nossa performance mostrar a eles as preciosidades presentes naquele caminho,desde a uma pedrinha na rua à uma paisagem montanhosa. Contudo,nas críticas realizadas em sala de aula,Fernanda levantou uma discussão que me fez pensar a respeito de como apresentamos nossa ideia.Disse-nos que a maneira como conduzimos as crianças de lá deixou a entender que somos "superiores"em relação à elas e,por isso, cabia a nós o papel de guiá-las em um território no qual deveria acontecer o inverso,uma vez que elas é quem conhecem a história do local onde moram.Por isso, concluí que devemos ter cuidado com a maneira que expomos,pois pode ser interpretado como uma atitude pré-conceituosa e etnocêntrica.
Segue abaixo o vídeo sobre a nossa performance para aqueles que não puderam estar presentes.
Desenho da casinha de adobe na qual encerrou-se nossa performance:

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